Eventos

Escola Municipal de Ensino Fundamental Santa Teresinha, Ibirubá- RS.

Evandro Rodrigues, a diretora Taciana Basso e a bibliotecária Sandra Faria, 07-08-12.

DSC01640%281%29%281%29.JPG

Durante Exposição Katarina Kartonera no hall do Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina, de 5 e 6 de julho / 2012

teia.jpg

Teia

Sinônimos para tecer: costurar, entrelaçar fios, tramar, urdir, compor, armar, fazer teia, tela, tecido ou texto. Bio. Aracnídeos, da família de animais articulados que compreende as aranhas. Literatura.

*fotografia estudante jornalismo UFSC (não identicado)


Exposição Katarina Kartonera no hall do Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina

5 e 6 de julho / 2012

livros de cartón feitos à mão

capas que não se repetem

lançamento do livro xupando xilikona de jorge kanese (PY)

teia%202.jpg

yopora, portunhol selbajem, guarani, espanhol, english, ruídos

cumbia

literatura contemporânea

ecológico

faça você mesmo a pintura da capa do livro que escolher!


katarina kartonera apresenta!

XUPANDO

XILIKONA

XÔ®XÊ Ka:

miniantolojìa

autoerôtika

provisoria

xx.jpg

grátis pdf e book http://katarinakartonera.wdfiles.com/local--files/eventos/XUPANDO%20xilikona%281%29%281%29.pdf

YOPARA

*Depois do portunhol selbajem, em Triplefrontera Dreams, por Douglas Diegues, du poru'ñol, Las Putas Drogas, de Cristino Bogado, apresentamos agora outra inquietação, um texto em yopará, XUPANDO XILIKONA- XÔ®XÊ Ka - miniantolojìa autoerôtika provisoria, por Jorge Canese. Trata-se de escrita poema baseada na língua híbrida de guarani com espanhol falado em Assunção (PY).

Mas como seria aqui língua escrita ou falada se o monolinguismo não houvesse se imposto no território Tupiniquim? A primeira gramática usada nessa terra foi elaborada na língua geral, por padre José de Anchieta, Arte de gramática da língua mais usada na costa do Brasil, impressa em Coimbra em 1595 por Antonio de Mariz. Foi a primeira gramática e contendo os fundamentos da língua tupi. Sabe-se que com o projeto de dominação dos portugueses seguiu-se o glotocídio, extermínio de línguas autóctones. Segundo William Labov e Louis-Jean Calvet as línguas não existem sem as pessoas que falam, portanto elas consistem em fator social, e quase sempre são utilizadas como instrumento de dominação, estratificação, e exclusão social. Contudo, registra-se ainda hoje, no Brasil, 180 línguas indígenas. Sabes onde estão? Por que não se faz muito para inseri-las em nosso contexto? Do por que deste apagamento e aculturação?

O Paraguai é o único território oficialmente bilíngue da América do Sul, espanhol e guarani.

Canese, neste livro, através de sua poesia, nos oferece um retrato da herança dos povos autóctones paraguayensis, numa escrita sensual post-sade, post-histórica, transfronteira. O poeta sente-se na necessidade de reinventar sua língua. Yopará aparece na editora Katarina Kartonera como registro atemporal na urgência pelo lugar de trânsito, olhar o outro que nos olha e nos avizinha.

Na literatura brasileira, início do século XX, Alexandre Marcondes Machado, sob pseudônimo de Juó Bananére, escrevia poesias, crônicas, e as famosas Cartas d’ abaxo o Piques, em língua popular, todos textos elaborados num macarrônico ítalo-paulista, sendo isto uma aberração para alguns críticos da época e para outros uma inovação linguística e um registro da língua falada pela minoria socialmente excluída.

Todavia, são essas escritas (vigiadas pela censura, pela política linguística do estado e pelos legisladores dos cânones literários) forças transformadoras, surgidas na base, pelo contato, que abrem-se para o novo, como diz Carlos Eduardo Capela, estudioso de Bananére, "quase sempre para o futuro".

Trecho dy Xupando Xilokona:

13. ÚLTIMA CENA.

¡Corten carajo! Ketchup. Moral. Hipocondría. Chau amigos, amigotes, cantantes, merodeadores. Nosotros somos lo(s) que somos. Somos la trampa y el vaivén. El trampolín después de todo. El cadáver putrefacto que se murió cogiendo. Chau morochos mocosos. Mulatas del porvenir. Angelitos traviesos. Y más allá de los cuerpos: un saludito a los curas y a los santos, a las putas y los pretendidos poetas. Que os coma el cuco. Que os arrulle el huracán. La última etiqueta. Este es mi cuerpo. Y es tu vino. Otro saludito último-pahagué a los monos, a las feas y a los maricas de toda laya, porque ellos (con toda seguridad) no entrarán jamás en el reino de los muertos. Idiotas solemnes: son inmortales. A todos vosotros pues: chau-ché, hasta jamás de los jamases, porque aunque procuréis como tarados no llegaréis a entender ni así de nuestro (maldito) idioma. Peikatunte anga chetelefoneáke, terapa emo´i ne-mensaje kontestador automátikope, ikatu uperö (anga che tiempope) porodevolveta la llamada katueteí. Cherenoike. Ani peneresarai. Terata-pa eiké-katu nderevikuaitépe peë añaraköpeguaré-partida. Poro´u-laya. ¡Vairos! Que ni pintados para prometer amores y revueltas que nunca cumpliréis. Epytá upepe. ¡Atrás!

AUTO BIOGRAFÍA

“(…) Estuvo preso torturado y exiliado sigue creyendo en la poesía aunque muy poco en la que se inscribe como tal propone – al borde de la tercera edad-una porno.post.vanguardia dado que la pornografía es el linguaje universal de nuestro tempo y una ultravanguardia como única salida espiritual eficaz al pasmo depressivo contemporâneo al autismo repetitivo vacío y cansador al pesimismo decadente.”

Sobre o autor

JORGE CANESE (Asunción, 1947): Poeta y narrador. Médico de profesión y profesor de la Facultad de Ciencias Médicas de Asunción, Canese integra la denominada «promoción del 70» y ha estado vinculado a la segunda época de la Revista Criterio (1976-77). Títulos publicados, entre otros: MÁS POESÍA (1977), ESPERANDO EL VIENTO (1981), PALOMA BLANCA, PALOMA NEGRA (1982) ─ uno de los pocos libros censurados y secuestrados (durante la dictadura de Stroessner) el mismo año de su publicación─, AHÁTA AJU (1984), DE GUA'U (LA GENTE NO CAMBIA) (1986), KANTOS DEL AKANTILADO (1987), ALEGRÍAS DEL PURGATORIO (1989), AMORPURO Y SINCERO (1995), ¿ASÍ-NO-VALE?(cuentos; 1987), STROESSNER ROTO (novela; 1989), PAPELES DE LUCY-FER(género mixto: novela-poesía-ensayo; 1992), EN EL PAÍS DE LAS MUJERES (cuentos; 1995), APOLOGÍA A UNA SILLA DE RUEDAS(1995), librito que reúne cuatro breves ensayos satírico-paródicos sobre la problemática nacional, LOS HALCONES ROSADOS (novela; 1998).

moc.liamtoh|esenacj#moc.liamtoh|esenacj / moc.liamg|kesenacj#moc.liamg|kesenacj

http://www.portalguarani.com/autores

*Evandro Rodrigues
[editor responsável]


Retratos do último encontro Salão Internacional do Livro (12 de maio de 2012), cidade triplefronteira dy Foz du Iguaçu.

unila.JPG
visitantes.JPG
salao%20in.JPG

Salão Internacional do Livro / Foz do Iguçu (12 de maio/2012)

UNILA Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) participa do evento com oficina, debates, apresentações culturais e lançamento de livros, entre eles Trajeto Kartonero, ed. Katarina Kartonera, por Evandro Rodrigues
http://www.unila.edu.br/noticia/sal%C3%A3o-internacional-livro

salao.JPG

Mesa: “Do artesanal ao virtual: consumo e produção literária no século XXI”

mesa.JPG

Reynaldo Damazio (editor, poeta e crítico), Bruno López Petzoldt (Professor da UNILA) e Evandro Rodrigues

Programação evento http://www.unila.edu.br/noticia/sal%C3%A3o-internacional-livro

Leitura sobre o movimento internacional promovido pelos coletivos cartoneros Animita Cartonera (Chile), Atarraya Cartonera (Puerto Rico), Barco Borracho (Argentina), Caracoles y kurupis (Uruguay), Cartonera Cohuina (México), Cartonerita Solar (Argentina), Casamanita cartonera (México), Cizarra Cartonera (El Salvador), Dulcinéia Catadora (Brasil), Eloisa Cartonera (Argentina), Felicita Cartonera (Paraguay), Katarina Kartonera (Brasil), kutsemba cartão (Moçambique), La Cartonera (México), La propia cartonera (Uruguay), Luz Azul (República Dominicana), Mamacha Cartonera (Colômbia), Mandrágora Cartonera editorial (Bolívia), Matapalo Cartonera (Equador), Mehr als Bücher (Alemanha), Mburukujarami Kartonera (Paraguay), My Lourdes Cartonera (El Salvador), Nicotina Cartonera (Bolívia), Otracosa Cartonera (Peru), Patasola Cartonera (Colômbia), PoesiacomC (Suécia), Regia Cartonera (México), Santa Muerte Cartonera (México), Sarita Cartonera (Peru), Textos de Carton (Argentina), Ultramarina Cartonera (España), Yerba Mala Cartonera (Bolívia), Yiyi Jambo (Paraguay) etc

ratona.JPG

Imagem: la ratona cartonera, México http://www.laratonacartonera.blogspot.com.br/

KUTSEMBA CARTÃO*nasceu em Moçambique em abril de 2010, seguindo o modelo plural das editoras «cartoneras» que se têm disseminado por toda a América Latina desde 2003, e participando da sua consciência político-social de reciclagem e trabalho comunitário. Com esse objectivo em mente, propôs-se desenvolver projectos na comunidade através da sua inclusão em ateliers de manufactura de livros, assim como noutras actividades educacionais. Nos primeiros oito meses após a criação de Kutsemba foram lançados 16 títulos nas colecções de Teatro, Narrativa, Ficção, Poesia, Literatura Infantil e Contos Orais. Publicaram-se livros em português, mas também foram feitas algumas edições em espanhol, inglês e changana. O intenso trabalho realizado por Kutsemba Cartão não teria sido possível sem a generosidade dos autores que cederam os direitos de publicação das suas obras; sem o decisivo apoio da Embaixada de Espanha em Moçambique; e sem a valiosa ajuda de «cartoneras»-irmãs na América Latina, sendo as que maior destaque merecem Katarina Kartonera e Dulcinéia Catadora no Brasil.

kutsemba%281%29.jpg
  • «Esperança de cartão», «Confiar no cartão»… «Esperança» e «confiar», são alguns dos vários significados da palavra «kutsemba» em língua tsonga (changana), uma das mais faladas no sul de Moçambique.

Meninas Cartoneras Editorial, Madri-ESP

meninas.jpg

(Religião POLÍTICAMENTE INCORRECTA: Meninas Cartoneras es la primera editorial cartonera en España. Una editorial cartonera que reúne RECICLAJE, LITERATURA Y EXPRESIÓN PLÁSTICA. El compromiso social es lo que completa nuestros principios.)


TRIPLEFRONTERA DREAMS, dy Douglas Diegues, na Katarina Kartonera (en portunhol selbajem!)

4.jpg

Trajeto Kartonero, por Evandro Rodrigues, em formato cartonero, com capas que não se repetem.

baixa aqui http://katarinakartonera.wdfiles.com/local--files/livros/trajeto%20kartonero.pdf

3.jpg

PREFÁCIO

Desejo e escritura

O livro de Evandro Rodrigues oferece um registro bastante detalhado das editoras cartoneras que começaram a surgir na América Latina no início dos anos 2000, publicando livros artesanais, feitos com capas de papelão recolhidos por catadores de lixo. Hoje, já são aproximadamente quarenta, espalhadas por vários países, e cada uma delas, diz o autor, se manifesta “similarmente como aquele primeiro modelo editorial [o da editora Eloisa Cartonera, da Argentina], ampliando tal exercício poético, ecológico, cultural, político e filosófico”.
Evandro Rodrigues, ele mesmo, é o editor de uma cartonera, a Katarina Kartonera, com sede em Florianópolis. Evandro define sua cartonera como “um projeto editorial de caráter literário, filosófico e artístico, de vanguarda, com um pensamento sem fronteira, autônomo, sem vínculo oficial institucional algum. A proposta segue basicamente os padrões de outras cartoneras sul-americanas […]” Neste livro, Evandro chama a atenção para o fato de ser ele próprio autor de um livro cartonero, desse modo ele se põe no texto em todos os sentidos, já que é parte de seu objeto de pesquisa. E agora publica sua pesquisa no formato cartonero!
Em Tempo de pós-crítica, Eneida Maria de Souza afirma que, num texto onde o autor se confunde com o objeto, corre-se “o risco de apresentar um relato no qual o sujeito-autor se manifesta de forma neutra, na ilusão de apagar as marcas do vivido – ou abandona-se à declaração da interioridade, tecendo narcisicamente o enredo de experiências.”
Evandro não se enquadra nesses casos: ele opina e se insere no texto, conta suas experiências, mas não de forma narcísica – ele olha no Outro, preservando sempre o “desejo da escritura”, na expressão de Roland Barthes:

O trabalho (de pesquisa) deve ser assumido no desejo. Se essa assunção não se dá, o trabalho é moroso, funcional, alienado, movido apenas pela necessidade de prestar um exame, de obter um diploma, de garantir uma promoção na carreira. Para que o desejo se insinue no meu trabalho, é preciso que esse trabalho me seja pedido não por uma coletividade que pretende garantir para si o meu labor (a minha pena) e contabilizar a rentabilidade do investimento que faz em mim, mas por uma assembléia viva de leitores em quem se faz ouvir o desejo do Outro (e não o controle da Lei).

A respeito do ensaio de Evandro, cabe muito bem a seguinte opinião de Eneida Maria de Souza: “a dificuldade em escolher o tom e a justa medida quando o indivíduo se propõe falar de si deve-se, em parte, ao recalcamento sofrido pelo sujeito da enunciação do discurso crítico, até então voltado para a busca do rigor científico.” Evandro segue seu propósito de apresentar as cartoneras e a si próprio, porém longe de sofrer esse tipo de recalque. Ele não se sente acuado diante do “código convencional da escrevença”, como diria Barthes, nem se crê falsamente exterior ao objeto de estudo.
Segundo Barthes, a propósito, “talvez já esteja na hora de abalar uma ficção: a ficção que quer que a pesquisa se exponha, mas não se escreva.”
Quanto às editoras cartoneras, objeto de estudo de Evandro, elas são definidas por ele como uma arte “mobilizadora de ações, intervenções e contatos” que invade as cidades, “melhorando a autoestima de alguns indivíduos marginalizados, transformando lixo em luxo, arte representativa em arte relacional, literatura individual em ato coletivo, seja nas ruas ou em eventos.” Evandro parece buscar daí a força de sua escrita, que é tecida com a autoestima de quem conhece o objeto de perto e ganhou experiência com ele.
Outro ponto que destaco na sua pesquisa, fruto de uma dissertação de mestrado defendida na Universidade Federal de Santa Catarina, é ser seu texto duplamente utópico. A utopia está presente na sua escritura, ou seja, “na paixão presente” no texto, que a instituição de um modo geral não está pronta para dar a um estudante, embora deseje isso de seu pesquisador — aí está “apenas um pedacinho de utopia”, diria Roland Barthes.
A utopia também aparece na abordagem de seu objeto de estudo. Segundo Evandro (outros simpatizantes cartoneros compartilham dessa mesma opinião), a função das editoras seria o de “difundir literatura de maneira democrática e acessível”. Lê-se no seu ensaio que,

o livro na óptica do lucro, financiado pelo capital privado, não passaria de objeto de consumo, desbotado de seu valor cultural e artístico. A produção de livro em massa exclui certos textos, contextos e escritores, ficando estes não autorizados pela competitividade imposta. Os marketings dessas empresas desvalidam qualquer outro produto não autorizado, discriminando as formas não consagradas.

As cartoneras lutariam justamente contra isso, mais um sonho quimérico, e nem por isso menos importante, de escritores de países latino-americanos.
O escritor Wilson Bueno, morto recentemente, foi um membro muito ativo do movimento cartonero e confirma o discurso de seus simpatizantes. Numa se suas entrevistas, levantadas por Evandro, ele afirma:

tenho cedido meus direitos autorais aos cartoneros de vários países, pois sou um guevarista hasta la derradera ternura. Não confundir com castrismos autoritários e stanilistas, por favor. A utopia do Che é mais para o Cristo do que para o Lenin ou para os sórdidos irmãos Castro. Guevara não aprovaria absolutamente nada do que ocorre hoje em Cuba, por exemplo. Escapou da Ilha em tempo, para se doar ao mundo. E morreu na mão de ratos fardados […]

Por fim, não poderia deixar de mencionar a expressão “vanguardismo primitivo”, usada por muitos, entre os quais Douglas Diegues, figura fundamental do movimento cartonero que se expressa em portunhol selvagem, para classificar as produções cartoneras. Quando perguntado sobre o significado da expressão, Diegues afirmou:

non significa nada. Y pode significar algo. Algo no plural. Algo que non se puede explicar sem reduzir a algo. La energia original de los Orígenes. El poder de la inbención de las palabras sinceramente sinceras. Algo que non pode ser reduzido a um pensamento único. O antigo y el agora a la vez. El futuro mezclado al passado en un libro. La inbención en vez de la cópia. La liberdade sem nome. La liberdade ensaboada. La liberdade xamanístika celebratória de la tatoo ro' ô de la vida. El verso a las vezes como un besso sinceramente sincero que nim las mais hermozas y caras bandidas vendem. El freskor de llamas y rocio de las mentiras verdadeiras escritas ou pintadas com la sangre del próprio korazón.

Evandro é seguramente um vaguardista primitivo, faz do ensaio uma poesia, um manifesto, um discurso político e panfletário cheio de “mentiras verdadeiras escritas ou pintadas com la sangre del próprio korazón”.
É com as palavras de Evandro, ao anunciar a chegada das cartoneras no centro da cidade de São Paulo, que convoco os leitores a participar da leitura desse ensaio: “Chamamos as pessoas com megafone. Começa a oficina. Pessoas de todas as idades se aproximam; curiosidade, pincéis e tintas sobre a tábua apoiada em cavaletes”.

Dirce Waltrick do Amarante


Poços

Pra%C3%A7a%20Po%C3%A7os.jpg

Sobre o autor: Wiliam de Oliveira, jornalista, professor do Centro Universitário Unifae, apresentador do programa Hora da Verdade (TV Poços), autor dos livros Hora da Verdade e outros textos fora de hora, 2008, e Ver a cidade, 2012.


Katarina Kartonera na 1ª Feria do Livro kartonero Mercosul, dias 8,9,10 e 11 de Junho de 2011, Centro Cultural Manzana de la Rivera, cidade de Assunção, Paraguai.

Exposição de livros e oficinas cartoneras

domadore.JPG
ni%C3%B1os.JPG

Apresentação do trabalho pioneiro Trajeto Kartonero, Evandro Rodrigues, a primeira dissertação científica (nível mestrado) sobre o cartonerismo.

evandro.JPG

Evandro Rodrigues, editor, capista e mestre em literatura

Versão oficial do livroTrajeto Kartonero, por Evandro Rodrigues, entregue para o acervo da Biblioteca da Universidade Federal de Santa Catarina

capa%20evandro%20certa%20para%20impress%C3%A3o.jpg

Lançamento de dois novos títulos:

img_0494.jpg

Un lanzamiento "split" entre Katarina Kartonera del Brasil y Kutesemba Kartão, nada menos que de Mozambique. Mulher asfalto. Texto de Alain-Kamil Martial, traduzido e adaptado por Lucrécia Paco. La belleza de las mujeres de la urbe ha inspirado más de una obra de arte -y no queremos caer en el machismo de pretender que ellas son sòlo musas inspiradoras, por eso, a modo de ejemplo, mencionaremos el homenaje de una mujer a otra mujer: "La flor de la canela", canción compuesta por Chabuca Granda. Ésta "Mulher Asfalto" es otro de los lanzamientos que realizará Katarina Kartonera en esta feria, junto con Trajeto Kartonero de Evandro Rodrigues y Figurantes de Sergio Medeiros. Muestra de la moderna literatura africana en lengua portuguesa. Imperdible. In: http://asunzionkartonera.blogspot.com/

img_0495.jpg

Figurantes, Sérgio Medeiros

Click na imagem para ampliar

felicita%20programa%201.jpg

http://asunzionkartonera.blogspot.com/


Evandro Rodrigues, visitou o Portal ijuhy.com e descreveu o que é o movimento do cartonerismo.

Acesse reportagem, por Maraísa Forgiarini http://www.ijui.com/entretenimento/cultura/21577-evandro-rodrigues-cartonerismo-consiste-na-confeccao-de-livros-a-partir-de-material-reciclado

ijui.jpg

DEZ ROMANCES BREVES, POR LUIZ ROBERTO GUEDES

lu.jpg

[O romance segundo a mulher do escritor]

MEU AMIGO ESCRITOR GOSTA DE SE CASAR quando se apaixona. Sua nova mulher é a quarta companheira em nove anos. A mulher do escritor tem olhos grandes, boca sensual, sorriso de estrela de cinema. Ela me lembra alguém que não é ela — alguém que devo ter visto numa tela. A mulher de meu amigo tem seios pequenos, coxas robustas e ancas ondulantes. A mulher do escritor tem uma barriguinha venusiana e uma bunda pneumática, delineadas sob o vestido fino. A mulher de meu amigo tem delicadezas para comigo. A cada encontro, a mulher do escritor abre uma página em branco, dá mais um passo à beira de uma história. Cada gesto transparece sua ciência do efeito de sua beleza sobre mim. Na noite de outono, no jardim sob a lua, em meio ao ruído da festa, a mulher de meu amigo deixa deslizar a mantilha, reluz seus ombros nus. Seus olhos grandes são lagoas hipnóticas. Agora avançamos para o começo de nossa história. Só posso desejar ao meu amigo escritor toda a felicidade em seu próximo romance.

[publicado originalmente em www.cronopios.com.br]

11.JPG

Luiz Roberto Guedes é conectado, contemporâneo, poeta, escritor e tradutor. Nasceu e vive em São Paulo. Publicou Calendário Lunático / Erotografia de Ana K, poemário bilíngue, português/italiano (2000), Minima Immoralia / Dirty Limerix (2007), a novela histórica O mamaluco voador (2006), e organizou Paixão por São Paulo, antologia poética paulistana (2004), com 71 poetas, de 1920 a 2003. É autor de vários livros juvenis, como Lobo lobão lobisomem (1997), Treze Noites de Terror (2002), Armadilha para lobisomem (2005) e Meu Mestre de História Sobrenatural (2008). Organizou a coletânea de contos O Livro Vermelho dos Vampiros (2009), com 13 autores de ponta da moderna literatura brasileira. Lançou em 2010 a coletânea de contos eróticos Alguém para amar no fim de semana [Annablume] e a novela juvenil Viajantes do Trem-Fantasma [Escala Educacional]. Letrista sob o pseudônimo de Paulo Flexa, tem parcerias com os compositores Luiz Guedes & Thomas Roth, Beto Guedes, César Rossini, Madan e Ronaldo Rayol, entre outros. O autor não tem blogue, mas se rendeu ao Twitter: @LRGuedes


V CONGRESSO INTERNACIONAL ROA BASTOS DE LITERATURA: RAFAEL BARRETT

img241.JPG

FIESTA KARTONERA: Comemoração de aniversários das editoras cartoneras Yiyi Jambo, Paraguai e Katarina Kartonera, Brasil.

El movimiento kartonero capta la gênesis de nuestro tempo en latinoamerica. Nasció de lá crisis, pro no quer ser primero mundo. Accepta su origem indígena, el calor de la sabiduria, el despojamiento a full. Saluda la revolucíon, de las personas, es comunitário y cooperativo. Es ecológico, pero antes de tudo social. Pretende reciclar sueños, freudianos y piscianos.

Yiyi Jambo, la primeira editora cartonera del Paraguay, completa 3 anos de existência transfronteriza y vem a la Casa de las Rosas junto a los convidados especiais celebrar com los lectores de São Paulo libros hand made com kapas que nunka se repetem pintadas a manos por el Justiciero Xa Xa Xa Douglas Diegues y el El Domador de Yakares y kolaboradores en la kapital paraguaya.

Katarina Kartonera, um projeto editorial cartonero de caráter literário, de vanguarda, contemporâneo, filosófico e artístico, com um pensamento sem fronteira, autônomo, sem vínculo oficial institucional algum, comemorando dois anos.

Personagens diversos e entusiasmos não faltaram na Casa das Rosas (SP), durante a festa de comemoração de aniversários das editoras cartoneras Yiyi Jambo e Katarina Kartonera.

casadasrosas

Apareceram, entre as conferências literárias e bate-papos, escritores, artístas plásticos, joalheiros, trabuzanas, astronautas, (uma noiva!), passantes e muitos curiosos de todos os tipos. Em plena avenida paulicéia os livros cartoneros, com bocas, pernas, eram lançados pelas janelas e ganhavam a vizinhança e toda a rua iluminada do coração de São Paulo.

casa

Luis Roberto Guedes, escritor, foi e ficou! Surpreso com a presença súbita de uma noiva firmou outro casamento. Será dele o próximo livro a ser publicado pela katarina kartonera

guedes

Twittou, Guedes http://twitter.com/LRGuedes

"Curtindo o bardo paraguaio Cristino Bogado, "Las putas drogas" (edición Katarina Kartonera). Caudalosa fala hispanoguarani.

Curti as edições da KK, Katarina Kartonera, de SC. Fui convidado a publicar alguma coisa com eles. Vou escolher no capricho.

Apesar do frio do cão, foi legal a Fiesta Kartonera na Casa das Rosas. Uma profusão de poetas: ao vivo e entre capas de "cartón" pintado."

Dulcinéia Catadora, prima irmã cartonera, ajudou a esquentar a noite, lançando "Barcolagem", de Guilherme Mansur. Arqueria editorial foi outra convidada que se fez presente.

Lançamento de livros: Bafo & Cinza, de Sérgio Medeiros, e Triplefrontera Dreams, de Douglas Diegues

douglas

De volta à ilha da magia,

devolta2

Aram Zap, trabuzana ninja webmaster,


Conselho editorial da katarina kartonera é finalista Jabuti 2010

22 DE SETEMBRO DE 2010 A EDITORA KATARINA KARTONERA COMEMORARÁ 2 ANOS E O PRESENTE NÃO PODERIA SER MELHOR!!! É COM IMENSA ALEGRIA QUE RECEBEMOS ESTA ÚLTIMA NOTÍCIA: SÉRGIO MEDEIROS E DIRCE WALTRICK DO AMARANTE, CONSELHEIROS EDITORIAIS DA KATARINA KARTONERA, SÃO FINALISTAS DO PRÊMIO JABUTI DE 2010. SÉRGIO PARTICIPA NESTA FINAL NA CATEGORIA POESIA COM O LIVRO “O SEXO VEGETAL”, LIVRO QUE FOI PUBLICADO PRIMEIRAMENTE NESTA EDITORA CARTONERA. DIRCE WALTRICK DO AMARANTE, QUE TAMBÉM JÁ PUBLICOU CONOSCO “PEÇAS SINTÉTICAS”, ESTÁ NOUTRA FINAL, CATEGORIA ENSAIO / TEORIA LITERÁRIA, COM O LIVRO “PARA LER FINNEGANS WAKE”.

ENTREVISTA: Em O Sexo Vegetal, o escritor Sérgio Medeiros revisita mitos, por Mariana Filgueiras entrevistas

sexo.jpg

"Sempre, para sempre, lá e cá", livro com poemas de Velimir Khlébnikov, traduzidos por Aurora Bernardini, professora de Teoria literária, Literatura comparada e Literatura russa da Universidade de São Paulo -USP.

aurora.jpg

Ilustrações: Adriana Peliano

Sobre o autor
Velimir Khlébnikov
(1885-1922)

Por muitos anos, o nome do poeta russo, um dos mais radicais do século XX, ficou excluído de enciclopédias e histórias da literatura. Atualmente, porém, está generalizado o reconhecimento do seu papel decisivo como renovador da poesia russa moderna, ao lado de Maiakovski. Tal como os demais poetas cubo-futuristas, teve posição favorável à Revolução de Outubro. Em 1921, participou da campanha do Exército Vermelho na Pérsia. Sua morte, quando ele já havia se transferido para Moscou, passou quase despercebida, o que provocou um artigo indignado de Maiakovski.

Sobre a tradutora

Aurora Bernardini, a tradutora de nossa edição dos poemas de Khlébnikov, é professora de literatura russa na Universidade de São Paulo - USP, ensaísta e tradutora; verteu para o português numerosos autores russos e europeus. Já recebeu vários prêmios, entre eles o Jabuti.


From Texas - short story: A Carne do Metrô

O livro A Carne do Metrô, de Rodrigo Lopes de Barros, publicado em 2009 pela editora Katarina Kartonera é exemplo de conto contemporâneo no Roteiro Mínimo sobre Conto, texto que integra a lista bibliográfica do curso Brazilian short story, Department of Spanish and Portuguese (Literatura brasileira) - UNIVERSITY OF TEXAS AT AUSTIN, proferido pelo professor Dr. Ivan Teixeira. Acesse na íntegra o texto Roteiro Mínimo sobre Conto.

O conto que dá nome ao livro, A Carne do Metrô, foi vencedor na sua categoria em 2004 no 1.º Concurso Cultural ´Caderno 2´, organizado pelo jornal o Estado de São Paulo, iniciativa realizada para comemorar os 450 anos cidade de São Paulo http://www.estadao.com.br/arquivo/arteelazer/2004/not20040123p4453.hteve

SOBRE O AUTOR (A Carne do Metrô)

Rodrigo Lopes de Barros nasceu em Três Lagoas (MS), estudou direito e teoria literária em Florianópolis (SC), e agora vive em Austin, Texas. Cineasta, ele vem trabalhando no primeiro filme aberto brasileiro, Collision, tendo dirigido anteriormente o documentário Há vida após a modernidade? (2005) e o curta de ficção O Corpo (2007). Publicou também vários ensaios sobre teoria da modernidade, tratando de Carl Schmitt, Derrida, Levinas, surrealismo, vodu, etc.

DSC_4454.jpg
ivan-teixeira

Mestre e doutor em literatura brasileira pela USP, professor de literatura brasileira da eca e da Universidade do Texas (Austin), Ivan Teixeira é autor de Mecenato Pombalino e Poesia Neoclássica (Edusp/Fapesp, 1999), pelo qual recebeu o Lasa Book Prize (eua) e o Prêmio Jabuti, ambos em 2000.

metro

Adquira o livro no link Kontatos e pedidos


O Gato Peludo e o Rato-de Sobretudo, livro escrito por Wilson Bueno e editado pela editora katarina kartonera (bilíngue português-inglês) disponível pelo nosso site kartonero http://katarinakartonera.wikidot.com/livros

kalil(1).jpeg

Menino da foto: Kalil de Oliveira Rodrigues

O Gato Peludo e o Rato-de-Sobretudo

À sombra de grande árvore
Deitou-se o Gato Peludo.
“Deus nosso, Deus nos salve!”
Disse cansado de tudo.

Era fina a voz do Gato
De tanto calor no caminho.
Peludo ele era de fato
Mas o Sol lhe queimava o focinho.

Tanta sombra, macio vento,
Dormiu-se todo o Gato Peludo
E sonhou por um momento
Que era o Rato-de-Sobretudo.

Porque rico, o Rato-de-Sobretudo
Calor calourento jamais havia sentido.
Glabro, que é o contrário de peludo,
De sobretudo, ostentava o nariz erguido.

Já o Gato, sendo o Rato, assim vestido,
Então se sentiu ainda mais ardente.
No sonho, o sobretudo franzido,
De calor, inteiro rasgou no dente.

Foi moeda para todo lado,
O Rato-de-Sobretudo era bem rico.
E o Gato, mesmo que contrariado,
Quieto tratou de calar o bico.

Vai que o Rato soubesse
Que o rico agora era ele, o Gatuno,
Apesar de que em sonho fosse
A roubar do Rato toda fortuna?

(continuação…)

The Furry Cat and the Mouse-in-Overcoat

Tradução: André Cechinel (Nova York, 2009)

The Furry Cat laid down
Under the shadow of a big tree.
“Oh God, God save us all!”
He said, tired of all there is.

Shrill was his voice
Of so much heat in his path.
Furry he was, in fact,
Still the sun burned his muzzle.

So nice the shadow, soft the breeze,
That the Furry Cat lost himself in sleep.
And for a moment then he dreamed
Of being the Mouse-in-Overcoat instead.

Rich he was, the Mouse-in-Overcoat,
That such heat he had never felt.
Furless, the opposite of furry,
Snobbish in his overcoat he looked.

But the Cat, being the mouse, dressed like that,
Warmer and warmer still he felt.
In the dream, of so much heat,
His crimped overcoat he torn with his teeth.

The coins fell all over the place,
Since the Mouse-in-Overcoat was rich.
And the Cat, even though upset,
Kept his mouth really shut.

Imagine if the Mouse knows
That he was rich now, the Cat,
Even in a dream to steal from
The Mouse all his fortune?

(continuação…)


Katarina é notícia porque a África é kartonera!!!

Ainda, estabelecemos a parceria Brasil / África, Katarina kartonera e Kutsemba Cartão, e após trocas de experiências cedemos para os mesmos o direito de reprodução da edição (brasileira), bilíngue, português-inglês, de O Gato Peludo e o Rato-de-Sobretudo, por Wilson Bueno. Agora os amigos Kutsemberos irão publicar seu terceiro livro cartoneiro; que farão numa versão incluindo quatro idiomas, português-inglês-espanhol-changana, com sotaque Maputo, na língua tsonga (ou changana), uma das línguas nacionais de Moçambique. Lembramos que Kutsemba é uma palavra que pode significar esperança ou confiança. Diríamos, contudo, que trata-se de uma beleza! Avannnte!

cat.jpg

Durante a I Feria del Libro de Maputo foi inaugurada a primeira kartonera no continente africano: Kutsemba Cartão!

áfrica(1).jpg

"Kutsemba Cartão é um sonho, uma esperança de transformar em realidade um projecto socio-cultural que pretende abrir novas perspectivas para a difusão da literatura em Moçambique, levando livros a sectores da população habitualmente excluídos do mercado do livro, se bem pela sua precariedade económica como pela escassa instrução que têm podido receber. Seguimos o modelo plural das editoras «cartoneras» que se têm disseminado por toda a América Latina desde 2003, as quais produzem livros artesanais a baixo custo, com capas de cartão reciclado. Com esse objectivo em mente, visamos desenvolver projectos comunitários através da inclusão de grupos marginalizados ou vulneráveis, em ateliers de manufactura de livros, assim como noutras actividades educacionais que a própria editora poderá vir a fomentar. É desta forma que Kutsemba Cartão vem à luz, com a esperança de abrir uma página ao porvir, fazendo do livro uma realidade acessível para todas as mãos que anseiem folheá-lo."

kutsemba

Cartonera en Moçambique publica su primer título:
"Mulher Asfalto"

Dá um bico!
http://kutsemba.com/Comunicadosdeimprensa.aspx


KK012 - livro Fio no pescoço, de André do Amaral.

(click nas imagens para ampliar)

lan.jpg

O quê: Lançamento de Fio no Pescoço, pela Editora Katarina Kartonera
Onde: Bristô do Museu Nacional do Mar, em São Francisco do Sul/SC
Quando: 08 de março, às 20 horas

Foi um espetáculo!!!

banda.JPG

Sobre o autor

museo.JPG

André Luiz do Amaral é graduado em teologia (Escola Superior de Teologia, São Leopoldo/RS) e mestrando em Literatura na Universidade Federal de Santa Catarina, com auxílio do CNPQ. Nasceu em Florianópolis (SC), filho de um pastor protestante e de uma professora de biologia. Tem 23 anos. Vive entre a capital catarinense e a pequena ilha de São Francisco do Sul (SC). Este é seu primeiro livro.

O livro pode ser encomendado pelo site www.katarinakartonera.wikidot.com


Katarina Kartonera já faz parte do acervo da biblioteca da Universidade de Vigo!

En galego!!! Volvemos más de mil años para um reencontro inusitado entre português, espanhol, portunhol selbajem y el galego.

(click nas imagens para ampliar)

vigo1

texto em galego de autoria da Profª Dra. Carmen Luna Sélles (Un. Vigo – España)

"CUMBIA” CARTONEIRA PARA ASTRONAUTAS
PROXECTO EDITORIAL E ARTÍSTICO LATINOAMERICANO"

A participación de varios membros da Facultade de Filoloxía e Tradución da Universidade de Vigo no IV Simpósio Roa Bastos de Literatura na Universidade Federal de Santa Catarina (Brasil) os días 8 e 9 de outubro de 2009 permitiunos coñecer o proxecto das cartoneiras. Alí presentouse o editor responsable de Catarina Cartonera, Evandro Rodriguez, vendédonos “cachaça” e “cataventos” a todos! detrás dun Boliche de coloristas cartoneiras. Foi él o que nos deu a coñecer o novedoso e alternativo proxecto editorial latinoamericano animándonos a participar cunha cartoneira galega.
Catarina Cartoneira naceu en Florianópolis en setembro de 2008 e a súa proposta segue básicamente os patróns doutras cartoneiras latinoamericanas como Eloísa Cartoneira (Buenos Aires, 2003), Sarita Cartonera (Lima, 2004) que lles serviron de inspiración.
“Catarina” refírese ao estado de Santa Catarina e “Cartonera” é unha referencia ao modelo de produción de libros, feitos artesanalmente con cartón ondulado, material co que se fan as tapas.
Unha característica desta cartoneira e que a singulariza é a súa defensa do “Portunhol selvagem” como un acto que vai máis alá da defensa da mestura de todas as linguas do Brasil e do Paraguai; buscando na lingua un equilibrio entre iguais que se tráta de romper a través de tratados económicos desiguais como o de Itapú binacional entre Brasil e Paraguai ainda vixente dende que fora firmado en 1973 polos dous dictadores dese momento.
Editor responsable e proxecto gráfico: Evandro Rodrigues
Contacto: 44 (48) 96075462/33045462 moc.liamg|zeugirdor.negreog#moc.liamg|zeugirdor.negreog
Consello Editorial: Sérgio Medeiros e Dirce Waltrick do Amarante
Webmaster: Aram Zap

vigo2

Katarina kartonera no IV Simpósio Roa Bastos de Literatura (Universidade Federal de Santa Catarina - campus trindade) dias 08 e 09 de outubro de 2009. Neste dia, vendemos cachaça e cataventos a todos!

[[/size]]

roa.JPG

E o vento madre guarani, das mais longínquas selvas do Paraguai, apareceu vestido de branco e bailou conosco ao passo da kumbia de "Los Gaiteros de San Jacinto" (Colômbia), na festa de um ano da katarina kartonera. Susy Delgado lançou, neste bolicho, seu último livro, "Camino del huérfano", Editorial Arandurã, 2008. Esta escritora já escreveu, entre outros, "Algún extraviado temblor", prólogo de Rubén Barreiro Saguier y comentário de Augusto Roa Bastos, Editorial El Lecto, 1986; "El patio de los dentes", poemario, Editorial Arandurá, 1991; "Hijo de aquel verbo", poemario bilíngue: guaraní e espanhol, tradução da própria autora, Editorial Arandurã, 1999; "Literatura oral e popular del Paraguay", colaboração de Feliciano Acosta e Instituto Iberoamericano del Patrimônio Natural y Cultural, Equador, Editorial Arandurã, 2008. Atualmente trabalha na "Dirección de Promoción de las Lenguas de la Secretaría Nacional de Paraguay".

Quem também marcou presença nesta banca kartonera foi a Profª Dra. Carmen Luna Sélles (Un. Vigo – España) co-organizadora deste simpósio e conferencista: Gonzalo Torrentes Ballester y La guerra civil española, el discurso del escéptico

Iolanda Galanes (Un. Vigo - España)- conferência: Guerra Civil e censura no Catálogo da Tradución Galega - também esteve conosco.

O galego selvagem era a língua corrente entre os convidados!

Unless otherwise stated, the content of this page is licensed under Creative Commons Attribution-ShareAlike 3.0 License