Um projeto editorial alternativo de livros artesanais, sem fronteiras! Editora ecológica.
Os livros da Editora Alternativa Katarina Kartonera são basicamente feitos à mão, exclusivos, frutos de uma consciência político-social de inclusão, que recicla materiais, como os papelões, recuperando-os ecologicamente e vinculando na produção e comercialização a participação de escritores, catadores e interessados por confecções de livros artesanais.
Acessem nosso catálogo compre aqui livros
Oficinas; ensinamos o método para confecções de livros cartoneros, artesanal, com capas de papelão e que por isso mesmo numca se repetem. Igualmente realizamos exposições. Fale conosco! http://katarinakartonera.wikidot.com/contatos, ou, moc.liamg|notrakordnave#moc.liamg|notrakordnave
São os votos da grand família katarina Kartonera
A nave espacial KK aportou na mística São Thomé das Letras (MG) ─ Selbajem. Só vê, lê, pra crê. Aqui começa outra epopéia. Detrás pra frenxi, de frenti para trás, tanto faz. Trazemos “o prazer do texto” para fuera das quatro linhas e tocamos en los dedos dos Deuses, Deusas, Semideuses, Musas, Imortales e Mortais. Fuck you para os normaLISTAS y a la sensura. Espeeramos que 2012 seja mais anárquico, ousado, sexual, sien sexismos, sem papai-mamãe. Abajo las máscaras capitalistas consumistas, hipócritas, Yankees u Chineses, tanto jaz! Nien chavismos o castrismos. Isso Fuera! TraNSFORME o lixo em LUXO. Saudamos, Lúcia Catadora, “Long Live al cartonerismo!” Mais ações, intervenções, liberdade de expressões àS comunidades fudidas e mal pagas. No orgia, si carnaval Post-Barroco. “O artista deve estar onde o povo está”, dice Milton Nascimento. Somos o escarro, informe, de Bataille. Uno espírito descontraído e vital. Algo escondido, camuFLAdo, DIENTRO De lA HIGIENE e DISCIPLINA DU BIOPODER, Foucault.
Generosidade Tia Ana /
Ti ama
Besouros zzzzzzzz… trepam nu abstrato, Manoelito! Que as tripas destas palavras, carregadas de mierdas y odores se revelem contra las mentiras e os tapinhas nas costas de “amigUitos”. Não tenham miedo dy paternalistas. SaBEMOS, Brazil es uma escola, uno péssimo exemplo di conduta política corrupta. Todavia nosso hibridismo, mescla di credo, colores, raça y culturas di todos los pueblos habitantes deste lado é mais rico e forte. Uma pérola cosmopolita.
Fuerza gente. Piensemos en los niños. Basta de hecatombes neste mundo desumanizado! Niem portunhol, portunhol selbajens, javaneses, portuguesis du Brasil, di Portugal ou Angola etc, espanglish, inglês, alemão … Todo es posible como Qorpo Santo. Las brujas, Las Putas Drogas, Du por vir no es solo los terroristas, mas a impotência das super-potências, las fragilidades de creaciones dos Figurantes. De nuevo: SEMPRE, Avannnte!!! Consumir arte y no solo coca-cola! Falo, Karajo! CONGRATULACION; yo, kuéra, gaucho sien nadie dy frontera, Trabuzana e otros Ets etc etc etc da post-vanguarda.
“Con las manos arriba, hasta la Pampa poder!”
To: Marlon Nerling e Família (Swiss)
Katarina Kartonera, dias 3 y 4 de dez. de 2011, comemorou, na URCA, 3 anos de atividade !
Aproveitamos a oportunidade para lançar Cicatrizes, ensaio sobre as línguas africanas no Brasil, por Evandro Rodrigues
Família Kartón: Gui, Rose e Evandro, entre outros.
Soltemos agora os animalitos selbajens!
O gato Peludo e o Rato-de-sobretudo
20 de novembro, dia da consciência negra
Ontem muito se falou em consciência negra e afro-brasileira. Mas esta consciência tão desejada não virá apenas com palavras de compaixão, porém, como todos nós sabemos, com a inclusão social e o resgate da memória deste imenso contingente que ajudou construir este lugar chamado Brasil. Uma pergunta: Por acaso alguém poderia nos dizer se o negro só foi falar uma língua quando chegou neste "rancho", através da fala do Príncipe colonizador? Esta inquietação deu origem a outro livro cartonero: Cicatrizes: ensaio sobre as línguas africanas no Brasil, por Evandro Rodrigues. Por este caminho descobriremos como os portugueses ousaram e usaram de suas forças para implementar o monolinguísmo em terras de muitos gentios, ingênuos e de muitas "saúvas".
“Kinin Kan nbelódo
irê irêninjê ô irê”. (em nagô-iorubá)
Tradução: O que está na fonte é bom e para bom efeito.
Esta versão inaugurará o formato e-book cartonero, baixe aqui. Caso alguém interessado desejar nós também publicamos pelo modo impresso, com capas selbajens e que não se repetem. Acesse http://katarinakartonera.wikidot.com/contatos
Katarina Kartonera
Negra Anastácia
CICATRIZES: ensaio sobre as línguas africanas no Brasil
Evandro Rodrigues
Florianópolis
2011
Katarina Kartonera esteve na 1ª Feria do Livro kartonero Mercosul que se realizou nos dias 8,9,10 e 11 de Junho de 2011, Centro Cultural Manzana de la Rivera, cidade de Assunção, Paraguai.
Ñanduti kartonera
Terra e céu unidos por ñanduti cartonera entre os dias 8, 9, 10, 11 de junho de 2011 na Capital Mundial da Ficção, Assunção, Paraguai. Velhos xamãs, jovens e niños trabalharam juntos numa post-vanguarda triplefrontera. O cartonerismo, movimento editorial-poético e filosófico, rompe em meio ao mundo caótico e globalizado. Livros reciclam não somente a matéria excluída como também almas desejosas por vida, que brotam como aguás claras de rios e como vento sopram pelos campos e cidades cosmopolitas. Nem contra, nem a favor, este movimento apenas consta numa aposta ao diferente, na interação e no contato entre humanos e inumanos. Assim multiplicam-se cartoneros na "Sudaka" ameríndia. Sempre atentos a cultura oficial, opressora, papai-mamãe, mortalha das energias livres e criadoras. Todos pela literatura mais barata, acessível, porém não vulgar. Literatura de todos e para todos, democrática e autossustentável. Estes paraguais, "rapays" (brasileiros), "kurepas" (argentinos), "domadores de yakarés", "trabuzanas", bolivianos, peruanos, chilenos, entre outros, respiram fortes como se fossem o próprio pulmão da selva amazônica, em nome da resistência, contrariando a impotência do capital, do lucro, da ganância. Aí, ao som de takuaras, cumbia, rap, (…), Mariposas e vagalumes bailaram em torno do fogo "guaranítiko", mesclando línguas, passado e presente, com pensamento no futuro. O sangue que agora derrama é arte, uma alternativa que corrompre mas que não é corrrupta. Sem temores, nem boludices, o medo não mais os apavora. Nós da Katarina Kartonera somos gratos a todos cartoneros presentes e aos organizadores deste super evento sem fronteira, original, em especial ao Centro Cultural Manzana de la Rivera. Sempre, para sempre, avannnte!
Exposição de livros e oficinas cartoneras
Apresentação do trabalho pioneiro Trajeto Kartonero, Evandro Rodrigues, a primeira dissertação científica (nível mestrado) sobre o cartonerismo. Baixe aqui!
Evandro Rodrigues, editor, capista e mestre em literatura
Trajeto kartonero, livro na versão cartonera
RESUMO
Este trabalho constitui uma pesquisa que procura, a partir do modo de ação de algumas Editoras Cartoneras, (re)conhecer o fenômeno denominado “cartonerismo”, movimento editorial, poético, filosófico, político e cultural que se desenvolve pela América Latina. Tratá-lo principalmente sobre as perspectivas teóricas literárias contemporâneas, sobretudo, da pós-modernidade, perfazendo uma leitura multilateral desses acontecimentos e pensamentos com referência às incidências críticas e estéticas em relação a algumas obras publicadas por estas editoras.
Palavras chaves: cartonerismo, editoras cartoneras, América-latina, literatura, pós-modernidade e estética relacional.
Lançamento de dois novos títulos:
Un lanzamiento "split" entre Katarina Kartonera del Brasil y Kutesemba Kartão, nada menos que de Mozambique. Mulher asfalto. Texto de Alain-Kamil Martial, traduzido e adaptado por Lucrécia Paco. La belleza de las mujeres de la urbe ha inspirado más de una obra de arte -y no queremos caer en el machismo de pretender que ellas son sòlo musas inspiradoras, por eso, a modo de ejemplo, mencionaremos el homenaje de una mujer a otra mujer: "La flor de la canela", canción compuesta por Chabuca Granda. Ésta "Mulher Asfalto" es otro de los lanzamientos que realizará Katarina Kartonera en esta feria, junto con Trajeto Kartonero de Evandro Rodrigues y Figurantes de Sergio Medeiros. Muestra de la moderna literatura africana en lengua portuguesa. Imperdible. In: http://asunzionkartonera.blogspot.com/
Figurantes, Sérgio Medeiros
Click na imagem para ampliar
http://asunzionkartonera.blogspot.com/
Evandro Rodrigues, visitou o Portal ijuhy.com e descreveu o que é o movimento do cartonerismo.
Acesse reportagem, por Maraísa Forgiarini http://www.ijui.com/entretenimento/cultura/21577-evandro-rodrigues-cartonerismo-consiste-na-confeccao-de-livros-a-partir-de-material-reciclado
Pioneirismo!!! Dia 2 de maio de 2011 foi defendida a primeira dissertação sobre o cartonerismo, Trajeto Kartonero//, por Evandro Rodrigues, agora Mestre em Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC e editor responsável pela katarina kartonera
Dr. Stélio Furlan e Evandro Rodrigues
Após a defesa seguimos para aula "selbajem" no curso do Programa de Pós-Graduação em Literatura-UFSC
DEZ ROMANCES BREVES, POR LUIZ ROBERTO GUEDES
Vamos brincar, sem papai-mamãe. Saudades? Trazemos uma rosa e um baralho embaralhado para nos divertirmos um pouquinho. Ah, convidamos um amigo, Flexa. Não sejas pudica, neste jogo ele sabe como poucos desnudar o amor, a paixão e a traição, e tudo isso como se fosse um Nelson Rodrigues contemporâneo da paulicéia desvairada. Vamos nos divertir. Só preste atenção nos truques entre o nonsense, a ficção e o real. Cá pra nós, sua menina é um espetáculo!
[O romance segundo a mulher do escritor]
MEU AMIGO ESCRITOR GOSTA DE SE CASAR quando se apaixona. Sua nova mulher é a quarta companheira em nove anos. A mulher do escritor tem olhos grandes, boca sensual, sorriso de estrela de cinema. Ela me lembra alguém que não é ela — alguém que devo ter visto numa tela. A mulher de meu amigo tem seios pequenos, coxas robustas e ancas ondulantes. A mulher do escritor tem uma barriguinha venusiana e uma bunda pneumática, delineadas sob o vestido fino. A mulher de meu amigo tem delicadezas para comigo. A cada encontro, a mulher do escritor abre uma página em branco, dá mais um passo à beira de uma história. Cada gesto transparece sua ciência do efeito de sua beleza sobre mim. Na noite de outono, no jardim sob a lua, em meio ao ruído da festa, a mulher de meu amigo deixa deslizar a mantilha, reluz seus ombros nus. Seus olhos grandes são lagoas hipnóticas. Agora avançamos para o começo de nossa história. Só posso desejar ao meu amigo escritor toda a felicidade em seu próximo romance.
[publicado originalmente em www.cronopios.com.br]
Luiz Roberto Guedes é conectado, contemporâneo, poeta, escritor e tradutor. Nasceu e vive em São Paulo. Publicou Calendário Lunático / Erotografia de Ana K, poemário bilíngue, português/italiano (2000), Minima Immoralia / Dirty Limerix (2007), a novela histórica O mamaluco voador (2006), e organizou Paixão por São Paulo, antologia poética paulistana (2004), com 71 poetas, de 1920 a 2003. É autor de vários livros juvenis, como Lobo lobão lobisomem (1997), Treze Noites de Terror (2002), Armadilha para lobisomem (2005) e Meu Mestre de História Sobrenatural (2008). Organizou a coletânea de contos O Livro Vermelho dos Vampiros (2009), com 13 autores de ponta da moderna literatura brasileira. Lançou em 2010 a coletânea de contos eróticos Alguém para amar no fim de semana [Annablume] e a novela juvenil Viajantes do Trem-Fantasma [Escala Educacional]. Letrista sob o pseudônimo de Paulo Flexa, tem parcerias com os compositores Luiz Guedes & Thomas Roth, Beto Guedes, César Rossini, Madan e Ronaldo Rayol, entre outros. O autor não tem blogue, mas se rendeu ao Twitter: @LRGuedes
Ver mais em http://katarinakartonera.wikidot.com/eventos





























