Um projeto autônomo, sem vínculo oficial institucional ou político, que deu certo.
Acessem nosso catálogo http://katarinakartonera.wikidot.com/livros
PRÓXIMO LANÇAMENTO!
Dia 08 de março no Museu Nacional do Mar da cidade brasileira de São Francisco do Sul- SC
(kk012) "Fio no Pescoço", de André do Amaral
Já nas bancas kartoneras!!!
(kk011) Edição ilustrada de Os Chuvosos, por Wilson Bueno
Ilustradores: Adriana Peliano e Francisco dos Santos
"O Gato Peludo e o Rato-de Sobretudo". Aproveitem!!! O livro escrito por Wilson Bueno e editado pela editora katarina kartonera (bilíngüe português-inglês) agora está disponível na íntegra no nosso site kartonero e no blog da Sociedade Lewis Carroll do Brasil http://www.brasillewiscarroll.blogspot.com/ (postado em 31 de outubro).
Menino da foto: Kalil de Oliveira Rodrigues
O Gato Peludo e o Rato-de-Sobretudo
À sombra de grande árvore
Deitou-se o Gato Peludo.
“Deus nosso, Deus nos salve!”
Disse cansado de tudo.
Era fina a voz do Gato
De tanto calor no caminho.
Peludo ele era de fato
Mas o Sol lhe queimava o focinho.
Tanta sombra, macio vento,
Dormiu-se todo o Gato Peludo
E sonhou por um momento
Que era o Rato-de-Sobretudo.
Porque rico, o Rato-de-Sobretudo
Calor calourento jamais havia sentido.
Glabro, que é o contrário de peludo,
De sobretudo, ostentava o nariz erguido.
Já o Gato, sendo o Rato, assim vestido,
Então se sentiu ainda mais ardente.
No sonho, o sobretudo franzido,
De calor, inteiro rasgou no dente.
Foi moeda para todo lado,
O Rato-de-Sobretudo era bem rico.
E o Gato, mesmo que contrariado,
Quieto tratou de calar o bico.
Vai que o Rato soubesse
Que o rico agora era ele, o Gatuno,
Apesar de que em sonho fosse
A roubar do Rato toda fortuna?
Então se lembrou que era Gato
A caça não era ele, ora, ora, era o Rato.
Caçador era o que era, pensou, no ato.
Não um Rato, claro, com medo de Gato!
Sonolento continuou, senhor do seu umbigo.
Peludo, um Gato com fantasias milionárias.
O Rato, mendigo, lá morresse ao desabrigo…
Ele, o Gato, dono já era das ilhas Canárias!
Mas difícil seria acordar de novo pobre…
Coisa que o Gato não fez, bobo não era.
Antes perguntou ao Pavão, que era nobre:
“Vamos deixar o Rato a viver só de quimera?”
O Pavão, de cauda maravilhosa,
Olhou os pés, pobres pés tão feiosos…
O dinheiro do Rato ia deixá-los lustrosos,
Pensou o Pavão, a sonhar pés graciosos.
“Sim, vamos limpar o Rato, Gato Danado!”
Como tudo era sonho, tinham que achar a saída.
O Gato falou em fugir de trem para o Outro Lado.
O Pavão disse: “Não adianta, a volta é só de ida”
Não entendeu nada o Gato Desmiolado:
“Se a volta já é de ida, como comprar a passagem?”
“Em sonhos tudo é possível, Gato Escaldado!”
Disse o Pavão, os feios pés com friagem.
O Rato-de-Sobretudo, dono de meia Floresta,
Viu o Gato ali dormindo, sob a árvore deitado.
“Gato acordado ou dormindo é coisa que detesto!”.
Temeu por sua vida, o Rato amedrontado.
Chamou correndo um exército de soldados,
O Rato-de-Sobretudo, da Floresta proprietário.
“Matem o Gato com a ponta da espada!”
Ordenou o Rato Marechal, rato autoritário.
Ao ouvir aquilo tudo, o Gato acordou assustado.
Falam voou com o Pavão de trem para o Outro Lado.
( A ir na volta da ida, Gato e Pavão indo ou vindo? )
A sorte é que era sonho e o Gato seguiu dormindo.
(Pro Bruno Napoleão)
The Furry Cat and the Mouse-in-Overcoat
The Furry Cat laid down
Under the shadow of a big tree.
“Oh God, God save us all!”
He said, tired of all there is.
Shrill was his voice
Of so much heat in his path.
Furry he was, in fact,
Still the sun burned his muzzle.
So nice the shadow, soft the breeze,
That the Furry Cat lost himself in sleep.
And for a moment then he dreamed
Of being the Mouse-in-Overcoat instead.
Rich he was, the Mouse-in-Overcoat,
That such heat he had never felt.
Furless, the opposite of furry,
Snobbish in his overcoat he looked.
But the Cat, being the mouse, dressed like that,
Warmer and warmer still he felt.
In the dream, of so much heat,
His crimped overcoat he torn with his teeth.
The coins fell all over the place,
Since the Mouse-in-Overcoat was rich.
And the Cat, even though upset,
Kept his mouth really shut.
Imagine if the Mouse knows
That he was rich now, the Cat,
Even in a dream to steal from
The Mouse all his fortune?
Then he remembered he was the Cat
Well, he was not the pray, the pray was the Mouse.
He was a hunter, that’s what he was.
Not a Mouse, of course, afraid of Cats.
Sleepy he went on, he and his freewill.
Furry, a Cat with millionary views.
Let the Mouse, a beggar, die alone,
He, the Cat, was the ruler of the world!
Difficult would be to wake up poor once more…
But this he didn’t do, the Cat, he was no fool.
Instead he asked the peacock – a noble being too:
“Will we let the Mouse live just out of adventures?”
The peacock, with his amazing feathers,
Looked at his feet, poor ugly feet…
The Mouse’s money will make them better,
Thought the peacock, gracious feet indeed!
“Yes, let’s fool the Mouse, Smart Cat!”
Since it was all a dream, they had to find their way out.
The Cat thought of escaping by train to the Other Side.
The Peacock said: “It doesn’t help; the way out is the way in”.
He didn’t get it, Foolish Cat.
“If the way out is the way in, why buying a ticket?”
“In dreams everything is possible, Shy Cat!”
Said the Peacock, with his cold and ugly feet.
The Mouse-in-Overcoat, owner of the forest,
Saw the Cat sleeping, under the shadow of the tree.
“Asleep or awake, Cat is the one thing I hate!”He feared for his life, the scared Mouse.
He quickly called a whole army of soldiers,
The Mouse-in-Overcoat, owner of the Forest.
“Kill the Cat with the tip of the sword!”
Commanded Sir Marshal the Mouse, severe mouse.
Hearing all that, the Cat woke up scared.
And quickly fled by train to the Other Side.
(Seeking the way out, which is the way in, are they going or coming?)
Luckily it was a dream and the Cat kept sleeping.
(To Bruno Napoleão)
Tradução: André Cechinel (Nova York, 2009)
Katarina Kartonera já faz parte do acervo da biblioteca da Universidade de Vigo!
En galego!!! Volvemos más de mil años para um reencontro inusitado entre português, espanhol, portunhol selbajem y el galego.
(click nas imagens para ampliar)
texto em galego de autoria da Profª Dra. Carmen Luna Sélles (Un. Vigo – España)
"CUMBIA” CARTONEIRA PARA ASTRONAUTAS
PROXECTO EDITORIAL E ARTÍSTICO LATINOAMERICANO"
A participación de varios membros da Facultade de Filoloxía e Tradución da Universidade de Vigo no IV Simpósio Roa Bastos de Literatura na Universidade Federal de Santa Catarina (Brasil) os días 8 e 9 de outubro de 2009 permitiunos coñecer o proxecto das cartoneiras. Alí presentouse o editor responsable de Catarina Cartonera, Evandro Rodriguez, vendédonos “cachaça” e “cataventos” a todos! detrás dun Boliche de coloristas cartoneiras. Foi él o que nos deu a coñecer o novedoso e alternativo proxecto editorial latinoamericano animándonos a participar cunha cartoneira galega.
Catarina Cartoneira naceu en Florianópolis en setembro de 2008 e a súa proposta segue básicamente os patróns doutras cartoneiras latinoamericanas como Eloísa Cartoneira (Buenos Aires, 2003), Sarita Cartonera (Lima, 2004) que lles serviron de inspiración.
“Catarina” refírese ao estado de Santa Catarina e “Cartonera” é unha referencia ao modelo de produción de libros, feitos artesanalmente con cartón ondulado, material co que se fan as tapas.
Unha característica desta cartoneira e que a singulariza é a súa defensa do “Portunhol selvagem” como un acto que vai máis alá da defensa da mestura de todas as linguas do Brasil e do Paraguai; buscando na lingua un equilibrio entre iguais que se tráta de romper a través de tratados económicos desiguais como o de Itapú binacional entre Brasil e Paraguai ainda vixente dende que fora firmado en 1973 polos dous dictadores dese momento.
Editor responsable e proxecto gráfico: Evandro Rodrigues
Contacto: 44 (48) 96075462/33045462 moc.liamg|zeugirdor.negreog#moc.liamg|zeugirdor.negreog
Consello Editorial: Sérgio Medeiros e Dirce Waltrick do Amarante
Webmaster: Aram Zap
Jornal CCE: E-X-X-X-T-R-A!!!
O jornal do CCE - Centro de Comunicação e Expressão, da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC, divulga a editora Katarina Kartonera
(click na imagem para ampliar)
Último lançamento
kk010 Arte e animalidade, coleção de textos sobre arte e animalidade. Organizadores: Ana Carolina Cernicchiaro, Evandro Rodrigues e Sérgio Medeiros
To: The University of Texas at Austin.
Katarina kartonera no IV Simpósio Roa Bastos de Literatura (Universidade Federal de Santa Catarina - campus trindade) dias 08 e 09 de outubro. Neste dia, vendemos cachaça e cataventos a todos!
Evandro Rodrigues - Editor responsável pela katarina kartonera.
E o vento madre guarani, das mais longínquas selvas do Paraguai, apareceu vestido de branco e bailou conosco ao passo da kumbia de "Los Gaiteros de San Jacinto" (Colômbia), na festa de um ano da katarina kartonera. Susy Delgado lançou, neste bolicho, seu último livro, "Camino del huérfano", Editorial Arandurã, 2008. Esta escritora já escreveu, entre outros, "Algún extraviado temblor", prólogo de Rubén Barreiro Saguier y comentário de Augusto Roa Bastos, Editorial El Lecto, 1986; "El patio de los dentes", poemario, Editorial Arandurá, 1991; "Hijo de aquel verbo", poemario bilíngue: guaraní e espanhol, tradução da própria autora, Editorial Arandurã, 1999; "Literatura oral e popular del Paraguay", colaboração de Feliciano Acosta e Instituto Iberoamericano del Patrimônio Natural y Cultural, Equador, Editorial Arandurã, 2008. Atualmente trabalha na "Dirección de Promoción de las Lenguas de la Secretaría Nacional de Paraguay".
Quem também marcou presença nesta banca kartonera foi a Profª Dra. Carmen Luna Sélles (Un. Vigo – España) co-organizadora deste simpósio e conferencista: Gonzalo Torrentes Ballester y La guerra civil española, el discurso del escéptico
Iolanda Galanes (Un. Vigo - España)- conferência: Guerra Civil e censura no Catálogo da Tradución Galega - também esteve conosco.
O galego selvagem era a língua corrente entre os convidados!
Para encerrar, com um rodopio que emocionou os presentes, o canto da Ventri Loca!
Livro da katarina kartonera que foi lançado neste evento e cantado pela própria autora, co-organizadora do IV Simpósio Roa Bastos e Coordenadora do Curso de Artes Cênicas da Universidade Federal de Santa Catarina, profª. Dra. Alai Diniz.
Agradecimentos: Ao público bailante do IV Simpósio Roa Bastos de literatura - Imaginários Bélicos; aos sonoplastas Byron Velez (Colômbia) e Sandro Brincher (Brasil); aos parceiros do Nelool (Núcleo de Estudos de Literatura, Oralidade e Outras Linguagens) - UFSC, professores pesquisadores, alunos monitores e outros; ao mais jovem escritor kartonero, revelado também um vendedor apaixonado pelo kartoneirismo, Bruno Napoleão.
Katarina Kartonera entrevista Paulo Betti

De 30/ago a 4/set estivemos no Rio de Janeiro para o evento "A arte e as exceções", onde Evandro Rodrigues, editor responsável da Katarina kartonera, entrevistou Paulo Betti
Confira a entrevista na página de vídeos.
Duela a quem duela! Evandro Rodrigues entrevista Paulo Betti (publicado em 03/10 /09 na versão online do Diário Catarinense - Caderno de Cultura, Florianópolis)
e este é o link do próprio artigo, em pdf:
http://www.clicrbs.com.br/pdf/7094191.pdf









.jpeg/medium.jpg)








